A Sindrome Da Boazinha -
Para entender a síndrome, precisamos voltar à infância. A socialização de gênero é o principal vetor dessa condição.
Seu termômetro de autoestima está no bolso dos outros. Um "você é tão prestativa" faz seu dia. Um silêncio ou uma crítica destrói sua semana. Você precisa constantemente ser vista como "boa", "generosa" e "agradável". A sindrome da boazinha
A boneca não briga; a boneca cuida. A princesa não lidera exércitos; ela espera ser resgatada e é gentil com os animais. No trabalho, a mulher que fala alto é "histérica", enquanto o homem é "enérgico". Em casa, a mulher que impõe limites é "fria", enquanto o homem é "autoritário". Para entender a síndrome, precisamos voltar à infância
A Síndrome da Boazinha não é um diagnóstico clínico, mas um – muito comum entre mulheres – no qual a pessoa coloca as necessidades dos outros sempre à frente das suas. A “boazinha” busca aprovação constante, evita conflitos a qualquer custo e acredita que seu valor está em ser útil, prestativa e inofensiva. Um "você é tão prestativa" faz seu dia
No fundo, a "Boazinha" é uma mulher que reprimiu sua autenticidade, sua raiva e seus desejos em prol de uma imagem de perfeição e inofensividade. Ela é o esteio da família, a colega que sempre fica até mais tarde, a amiga que nunca falha, mas que, por dentro, está gritando por socorro.