Nas décadas de 1950 e 1960, intelectuais portugueses como , José Gil e Vergílio Ferreira bebiam directamente de Dostoievski. Vergílio Ferreira, no seu romance Aparição (1959), dialoga abertamente com o problema do livre-arbítrio e da culpa que Dostoievski coloca em Ivan Karamazov. Para Ferreira, a frase de Ivan — "Se Deus não existe, tudo é permitido" — torna-se o lema da modernidade portuguesa.
Não sejamos ingénuos: Os Irmãos Karamazov não é uma leitura fácil. As dificuldades incluem: Fiodor Dostoievski- Os Irmaos Karamazov -Portug...
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O quarto filho (ilegítimo), que atua como o catalisador sombrio das ideias niilistas de Ivan. O Grande Inquisidor Não sejamos ingénuos: Os Irmãos Karamazov não é
E há uma questão especificamente portuguesa: num país que construiu a sua identidade sobre a saudade, a melancolia e o fatalismo (o "destino" de Camões), o que aprendemos com a paixão russa — imediata, violenta, sem remorso? Talvez a resposta esteja na personagem de Aliosha, que no final do romance, rodeado de rapazes, promete construir uma memória de bondade. É essa memória que Dostoievski, através da tradução de Nina Guerra ou de Fátima Lobo, continua a semear em cada leitor português que se aventura pelas planícies geladas da Rússia, só para descobrir que o inverno da alma não tem fronteiras.
The title in Portuguese is (Brazilian Portuguese) or sometimes “Os Irmãos Karamazov” (European Portuguese as well, with possible spelling variations like “Fiódor Dostoiévski”).
O herói espiritual. Ele busca a compaixão e a fé cristã através dos ensinamentos do Padre Zóssima.