A premissa é simples: Rei Arthur (Graham Chapman) percorre a Inglaterra medieval em busca de cavaleiros para sua Távola Redonda. Juntos, eles recebem uma visão de Deus (que se parece muito com um zelador) instruindo-os a encontrar o Santo Graal.
Esse final caótico aconteceu porque o dinheiro acabou. Não havia orçamento para filmar a batalha final. Em vez de um final decepcionante, os Pythons criaram o meta-final perfeito, destruindo a ilusão medieval com a realidade britânica. Gênio puro.
A falta de cavalos reais se tornou um dos gags mais duradouros do cinema: Arthur e seu escudeiro Patsy (Terry Jones) batem metades de coco para simular galopes. A escolha não foi proposital para a comédia no roteiro original, mas sim uma necessidade econômica. A genialidade do Python foi abraçar o absurdo. O resultado? Um dos mais famosos debates do cinema: "Onde você conseguiu cocos? Estamos numa zona temperada, não há cocos na Inglaterra! As andorinhas os carregaram?" Monty Python em Busca do Calice Sagrado.-1975- ...
Um dos aspectos mais fascinantes de O Cálice Sagrado é como ele lida com a narrativa. Dirigido por Terry Gilliam e Terry Jones (em suas estreias na direção de longas-metragens), o filme não tem um começo, meio e fim tradicionais.
Quando os cavaleiros finalmente invadem o castelo do Graal, prestes a alcançar o cálice, a tela congela. Ouvem-se sirenes. Policiais modernos invadem a cena e prendem os atores, enquanto um narrador pede desculpas: "A equipe de filmagem foi presa por homicídio de um historiador famoso." A premissa é simples: Rei Arthur (Graham Chapman)
Como a produção não tinha orçamento para cavalos reais, os atores batiam metades de coco para simular o som de galope.
Foi aqui que o brilhantismo do grupo, especificamente de Michael Palin e Terry Jones, brilhou. Em vez de esconder a falta de dinheiro, eles a abraçaram. Os cavaleiros andariam a pé, acompanhados por escudeiros que carregam cascas de coco e as batem juntas para simular o som dos cascos. Essa decisão, nascida da necessidade, transformou-se na piada visual recorrente do filme, quebrando a quarta parede e estabelecendo o tom satírico que permeia toda a obra: é uma fantasia medieval que se recusa a levar a sério a si mesma ou às convenções do gênero. Não havia orçamento para filmar a batalha final
O Rei Artur (Graham Chapman) e seu fiel escudeiro, Patsy (que bate cocos imitando cascos de cavalo), recebem uma missão divina: encontrar o Santo Graal. No caminho, eles recrutam cavaleiros patéticos (Lancelot, Galahad, Bedevere, Robin), enfrentam um Cavaleiro Negro que perde todos os membros mas não desiste, um monstro animatrônico chamado Cavaleiro que diz “Ni!”, freiras pervertidas, um cientista louco que tenta explicar a bruxaria com uma balança e… um coelho assassino.